Caxias: Mãe que afogou as filhas - PJ deteve mãe das crianças mortas em Caxias

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PJ deteve mãe das crianças mortas em Caxias

DN 17-02-2016

Mulher será presente esta quarta-feira a primeiro interrogatório judicial e é suspeita de dois crimes de homicídio

A Polícia Judiciária deteve a mãe das duas crianças mortas em Caxias. Em comunicado, a PJ informa que "através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, e em cumprimento de mandado de detenção emitido pelo Ministério Público, procedeu à detenção de uma mulher, com 37 anos de idade, por fortes indícios da prática de dois crimes de homicídio".

O mesmo comunicado refere que "a detida será presente, hoje, a primeiro interrogatório judicial, para eventual aplicação de medidas de coação". Os factos, acrescenta a PJ, "foram cometidos ao início da noite da passada segunda-feira, numa praia do concelho de Oeiras".

A mulher é suspeita de ter arrastado para o mar as duas filhas (uma de 19 meses, cujo corpo foi encontrado uma hora depois do alerta, e uma de quatro anos que continua desaparecida) na noite de segunda-feira, na praia da Giribita, em Caxias. Esta manhã, o DN apurara que a mãe das crianças ainda não tinha sigo constituída arguida porque não fora interrogada pelos inspetores da secção de homicídios. Está internada no hospital de Santa Maria, onde terá prestado declarações às autoridades.

Equipa do local do crime recolheu roupas e uma carta

Segundo as informações mais recentes, a mulher tinha apresentado queixa na polícia, em novembro, por violência doméstica e suspeita de abusos sobre as meninas, encontrando-se o caso sinalizado pela comissão de menores. Contactado pelo DN, Rui Maurício, advogado do pai das crianças, afirma que o seu cliente nega todas as acusações.

Maurício explicou que o seu escritório foi contactado pelo pai das crianças para tratar da separação do casal, que vivia em união de facto, e da regulação do poder paternal. "Trata-se de uma separação e alienação parental. Ele queria contactar com as filhas", concretizou o advogado, acrescentando que o casal já não vivia junto quando a mãe das crianças apresentou a referida queixa.

Na manhã desta quarta-feira, a polícia científica esteve na praia da Giribita, entre Paço de Arcos e Caxias, para analisar o local. As roupas da criança de 19 meses que foi resgatada também serão analisadas, tal como uma carta que, alegadamente, foi encontrada no carro que a mãe conduziu até à praia.

Peritos em caligrafia do Laboratório de Polícia Científica vão agora analisar a carta para determinar se é mesmo a letra de Sónia Lima, a mãe das crianças, e se se trata de um último bilhete de despedida da mãe das menores, que teria planeado suicidar-se depois de, alegadamente, afogar as crianças.

A autópsia à bebé deverá ser feita hoje no Instituto de Medicina Legal de Lisboa. Irá determinar se a bebé já estava morta antes de ser largada ao mar ou se morreu por afogamento. 

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